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É português o melhor Rosé do mundo 0

Os 275 elementos provenientes de 40 países, que formaram o júri do Concurso Mundial de Bruxelas, elegeram o «Casal da Coelheira Rosé 2009», Como o melhor vinho rosé do mundo em 2010. Produzido na região do Tejo, pelo Centro Agrícola de Tramagal, recebeu o mais honroso galardão atribuído por aquele concurso: o Best Wine Trophy, título reservado aos vinhos que obtêm a mais alta pontuação na sua categoria.

“Este prémio é motivo de um grande orgulho para quem dedica a sua vida à actividade vitivinícola, pois além de afirmar a qualidade dos vinhos produzidos na Região do Tejo, projecta também o nome de Portugal além-fronteiras”, afirma José Pinto Gaspar, Presidente da CVR Tejo, numa nota divulgada à imprensa.

A equipa de enólogos da Quinta do Casal da Coelheira, define o «Casal da Coelheira Rosé 2009» como um vinho “fresco, jovem e elegante” que reúne “um conjunto de características que apelam ao seu consumo nos meses de Verão”, sendo indicado “para acompanhar iguarias leves, como marisco, peixes, carnes brancas ou saladas”. Feito a partir das castas Syrah e Touriga Nacional, o «Casal da Coelheira Rosé 2009» “possui mais volume e estrutura do que os rosés tradicionais”, apresentando um teor de álcool equivalente aos vinhos tintos (13,5C) e devendo ser servido a uma temperatura entre os 8 e os 10º, indica ainda a nota da CVR Tejo.

Da Ribeira do Porto para as PlayStation de todo o mundo 0

Chama-se Seed Studios, é portuguesa e prepara-se para lançar um jogo para a PlayStation 3, depois de já ter trabalhado para a Nintendo

Na Seed Studios, quando o chefe chega toda a gente fecha apressadamente os “e-mails” e as tabelas de Excel e agarra-se aos videojogos. António Gonçalves, o director-geral da empresa portuense, faz questão que os colaboradores joguem. Faz parte do trabalho diário de pesquisa.

Em plena zona histórica da Ribeira do Porto está a nascer “Under Siege”, o primeiro jogo feito por uma empresa portuguesa para a consola PlayStation 3, da Sony.

Fruto do trabalho desenvolvido, ao longo dos últimos dois anos e meio, por uma jovem equipa com cerca de 20 pessoas, “Under Siege” é um jogo de estratégia em tempo real vocacionado para o jogo em “multiplayer” através da Internet

Vai estar à venda a partir de Outubro na loja “online” PlayStation Network – uma espécie de iTunes em que os utilizadores podem descarregar directamente os jogos para a PlayStation.

Com os pés bem assentes na terra

Ganhar espaço na indústria global de videojogos, dominada por americanos e japoneses, não é tarefa fácil. A semente que deu origem à Seed Studios foi lançada em 2006 pela LT Studios, uma empresa nortenha que trabalha com desenho em 3D e vídeo.

Os três funcionários da nova divisão de Investigação e Desenvolvimento (R&D) já se conheciam dos tempos de faculdade. Nessa altura, tinham já desenvolvido projectos amadores na área dos videojogos, nos quais trabalhavam aos fins-de-semana e nas férias.

No início, “era importante manter os pés assentes no chão e dedicarmo-nos a projectos curtos e simples que pudessem ser terminados e rendibilizados rapidamente”, explica António Gonçalves, director-geral da empresa.

Os primeiros projectos foram encomendados por uma empresa nacional, a Gamelnvest. “Sudoku For Kids” foi lançado para o PC e posteriormente adaptado para a Nintendo DS. Seguiram-se “Toy Shop” e “Aquatic Tales”, também pequenos jogos direccionados para o público infanto-juvenil.

“Foram pequenos projectos que, além de uma facturação rápida, nos deram um ‘know-how’ e um primeiro contacto com esta indústria”, assinala o responsável.

O sucesso dos primeiros jogos deu-lhes coragem para ir bater à porta da Sony com uma proposta para um jogo de estratégia, o “Under Siege”. “Sentimos que estávamos preparados para dar o passo”, afirma António Gonçalves.

Concorrência, procura-se

“A maioria das empresas adoraria não ter concorrência. Mas, no nosso caso, seria fantástico termos empresas nacionais com quem competir”, atira o responsável Não ter um mercado minimamente amadurecido significa, por exemplo, não haver universidades a fazer formação nesta área.

Para já, além da formação no estrangeiro, as empresas do sector continuam a ter que preencher as fileiras com autodidactas e com pessoas de outras áreas como o “design” e a programação que queiram “dar o salto”, explica o responsável.

A “falta de massa crítica” é também um obstáculo na obtenção de financiamento. Os 1,2 milhões de euros que envolveu a produção de “Under Siege” foram obtidos através de um apoio do IAPMEI e de financiamento por parte de um conjunto de bancos nacionais, além de fundos da própria empresa.

O sucesso do “Under Siege” pode levar a empresa par um novo patamar. O objectivo oficial é chegar às 100 mil cópias vendidas. “Mas entre 100 mil e um milhão, tudo é possível”, diz António Gonçalves.

Os obstáculos

Inexistência de uma indústria nacional

A fase embrionária em que a indústria dos videojogos se encontra em Portugal reflecte-se, desde logo, na dificuldade em recrutar novos talentos, “porque não se ensina a fazer videojogos em Portugal”.

Por outro lado, a falta de um verdadeiro mercado no nosso país e de várias empresas concorrentes complica a obtenção de financiamento.

Este é um negócio que foge aos moldes tradicionais, o que do ponto de vista do investidor dificulta a avaliação do risco e dos possíveis retornos. “Como se faz uma análise financeira para três ou cinco anos? Não é assim que esta indústria funciona. É tudo muito mais rápido”, explica António Gonçalves.

As soluções

Gestão cuidadosa dos recursos

Estas limitações obrigam a uma cuidadosa gestão dos recursos e dos orçamentos disponíveis. “Há que manter os pés bem assentes na terra e não embarcar logo em projectos megalómanos”, alerta o director-geral da Seed Studios. Depois de alguns projectos encomendados, há pouco mais de dois anos a empresa sentiu a segurança (ao nível financeiro e dos conhecimentos) para embarcar num projecto próprio de grande envergadura: o “Under Siege”, para a Playstation 3.

“É importante haver uma humildade que nos obrigue a lutar pelo nosso espaço, mas também tem que existir uma grande ambição e certeza de que somos capazes”, considera o responsável.

A concretização

Inovação pode ser a chave

Para encontrar espaço numa indústria polarizada nos EUA e na Ásia, a criação de produtos inovadores foi a resposta encontrada pela Seed Studios. Neste caso, o jogo “Under Siege” pertence a um subgénero ao qual os jogadores associam habitualmente o teclado e o rato da plataforma PC, os “Real Time Strategv (RTS)”. O desafio foi criar um jogo controlável com os comandos da PS3.

O sucesso de “Under Siege” poderá dar outra escala à Seed Studios, com o alargamento da equipa. Será também uma forma para que “estudantes, investidores e o mercado levem a sério esta indústria em Portugal”, diz António Gonçalves.

2010-08-19 10:47

Edgar Caetano, Jornal de Negócios

Hand Crafted Portuguese Wines 0

In the heart of Portugal’s wine-producing region of Ribatejo, the estate of Pinhal da Torre was always well known for crafting wines of quality and elegance, and is now receiving acclaim and rave reviews from wine critics world-wide.

Owned by the Saturnino Cunha family, Pinhal da Torre combines the knowledge and experience gained through generations dedicated to the vine to provide today’s consumer with many special and memorable wines.

Cultivating traditional Portuguese varieties such as Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca, Trincadeira, Castelão (Periquita), Arinto and Fernão Pires, along side non-native varieties like Syrah.

Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc and Merlot, Pinhal da Torre blends tradition with innovation to create wines from the Ribatejo region that are distinguished and distinct in character.

The town of Alpiarça (located in the center of Ribatejo) is where Pinhal da Torre farms its two adjoining properties: Quinta do Alqueve, occupying an area of 36 hectares, and Quinta São João, with 22 hectares.

Wines from both properties are crafted and kept at Quinta São João, in a historic wine cellar that was built in 1947.

This old cellar is being redesigned by the famous architect Isay Weinfeld, who is transforming this singular space to include a restaurante, a wine store and a tastings room.

2010-08-19 07:57

aicep Portugal Global

“Cork Your Style” 0

A Pelcor e o Grupo Amorim criaram em conjunto o 1º Copo de Shot em Cortiça.

Desenvolveram o 1º Copo de Shot em Cortiça que vai ser apresentado e oferecido aos convidados do Manta beach, na noite “Cork Your Style”. A DJ convidada será KIKA LEWIS, a melhor DJ feminina da actualidade em Portugal e com mais mérito a nível internacional.

Após o êxito da campanha “Cork Your Style” no MoMA em New York e em Tokyo, a Pelcor traz a “Cork Your Style” ao Algarve.

A conhecida RP do Manta Beach, Maya, vai ser vestida pela Pelcor, com um novo padrão de pele de cortiça, mostrando mais uma vez que a inovação na Cortiça não tem limites.

Este evento tem como objectivo promover a Cortiça, o Algarve e mostrar que de Nova Yorque ao Algarve e do Algarve a Nova Yorque, a Cortiça está sempre na Moda.

2010-08-19 10:16

aicep Portugal Global

Imperial cria chocolates exclusivos para o Brasil 0

Jubileu Carré e Jubileu Minitabletes serão comercializados nas cadeias de retalho, espaços gourmet e nas lojas Duty Free dos aeroportos.

A Imperial, o maior fabricante português de chocolates, acaba de lançar dois novos produtos: Jubileu Carré e Jubileu Minitabletes. Criados exclusivamente para o mercado brasileiro, estes chocolates – integrados na gama Jubileu – estão disponíveis, a partir de Setembro, nas principais superfícies comerciais do país, nas delicatessen e ainda nas lojas Duty Free dos aeroportos brasileiros.

Recorrendo a um conceito unidose inovador, o Jubileu Carré permite monitorizar o consumo diário de chocolate de uma forma funcional. Trata-se de um produto que vai ao encontro das necessidades da população brasileira, preocupada com o impacto da nutrição na saúde e para a manutenção da linha. Já o Jubileu Minitabletes – constituído por pequenas tabletes de chocolate sortidas, com seis sabores diferentes – distingue-se não só pela variedade de paladares, mas também pela embalagem atractiva

A Imperial – reconhecida pela qualidade dos produtos – já se encontra presente no mercado brasileiro desde 2000, com as marcas Jubileu, Regina, Pantagruel e Fantasias. Com a criação destes dois novos produtos, a Imperial reforça a comercialização de Jubileu e, consequentemente, a posição da marca no Brasil.

2010-08-19 11:05
aicep Portugal Global

«The New York Times» encantado com renováveis em Portugal 0

Jornal destaca que Portugal espera ser primeiro país a inaugurar rede nacional de carregamento de carros eléctricos já em 2011

Cerca de 45% da electricidade produzida em Portugal provém de energias renováveis, destaca esta terça-feira o jornal «The New York Times» que enaltece a aposta do Governo português nesta matéria.

«Quase 45% da electricidade em Portugal deriva de fontes renováveis, um aumento de 17% face aos últimos cinco anos» escreve o jornal norte-americano que dedica três páginas a esta matéria e faz destaque na primeira página.

Cinco anos depois de o Governo português liderado por José Sócrates ter «embarcado em projectos ambiciosos relacionados com as energias renováveis», o «The New York Times» refere também «que Portugal espera ser o primeiro país a inaugurar uma rede nacional de carregamento de carros eléctricos» já em 2011.

«Ouvi todo o tipo de comentários: é um bom sonho, é incomportável, é muito caro», disse a propósito o primeiro-ministro, José Sócrates, citado pelo jornal, acrescentando que «a experiência portuguesa mostra que é possível mudar num curto período de tempo», escreve a Lusa.

Bares de Lisboa «alimentados» por energia «limpa»

O jornal menciona que «actualmente, os melhores bares de Lisboa, as fábricas do Porto e os «resorts» mais «glamourosos» do Algarve são alimentandos substancialmente por energia limpa».

No entanto, e apesar de a Agência Internacional de Energia ter classificado de «sucesso notável» a transição energética em Portugal, esta refere que «não é ainda claro que os custos financeiros, bem como o impacto no preço final ao consumidor, sejam compreendidos e bem aceites».

«Não imaginam as pressões que sofremos no primeiro ano», disse ao mesmo jornal o antigo ministro da Economia, Manuel Pinho, um dos grandes impulsionadores da aposta portuguesa nas energias renováveis: ondas, sol e vento.

Apesar de alguns obstáculos, «as políticas agressivas tomadas pelo Governo português para acelerar o recurso às energias renováveis estão a ser bem sucedidas», escreve o jornal, que cita um estudo sobre energias alternativas da Universidade de Cambridge, Estados Unidos.

De acordo com este último (estudo), estima-se que em 2025 a electricidade em países como a Irlanda, Dinamarca e Reino Unido seja proveniente de fontes renováveis. Também o Canadá e o Brasil deverão integrar este grupo.

2010-08-10 14:45

Agência Financeira

Empresa familiar dedicada aos SPA prepara entrada na Bolsa em 2011 0

Com certeza que o alemão Goffried Goldmann nem sequer sonhava que o grupo que estava a fundar, em 1983, no Algarve, chegaria à Bolsa 30 anos depois. Mas é quase uma realidade.

O Grupo Ambiente, que se dedica essencialmente à instalação de SPA, quer ser a primeira empresa portuguesa a entrar no Alternext, um mercado bolsista dedicado às Pequenas e Médias Empresas (PME). O objectivo deste grupo familiar é acelerar o seu crescimento, designadamente através da internacionalização.

“Neste momento estamos numa bifurcação, ou continuávamos a crescer devagar, ou aumentávamos o nosso capital para expandir o negócio”, contou Martin Goldman. O accionista e filho do fundador do Grupo Ambiente adiantou ao Negócios que a entrada no mercado de capitais, se por um lado “é mais exigente, também irá trazer mais disciplina ao nível da gestão”.

Para cumprir todos os requisitos da Alternext,o Grupo Ambiente precisa ainda de realizar um aumento de capital. “Neste momento estamos a injectar cerca de dois milhões de euros através de capital privado, pré-IPO (Oferta Pública de Venda), mas temos que chegar aos cinco milhões de euros”, ex­licou o administrador. O objectivo da empresa é ter todo o processo concluído, para entrar em Bolsa em Outubro de 2011. “Estamos disponíveis para alienar até 40% do grupo, porque a visão é nossa e queremos continuar a geri-lo”, acrescentou Martin Goldman.

O Grupo Ambiente avaliou os seus activos em 2,9 milhões de euros. Contudo, a sua expectativa é que esse valor atinja, a prazo, os 14,5 milhões de euros.

Grupo Ambiente quer gerir SPA

O Grupo Ambiente começou a sua actividade, no Algarve, com a venda de materiais de luxo para casas de banho e cozinhas. E 30 anos depois, a empresa familiar foi constituindo subsidiárias e novas marcas, centrando a maior parte do seu negócio na instalação de SPA.

O grupo quer continuar a crescer e prevê arrancar com o negócio da gestão de SPA já este ano. “Neste momento estamos a preparar seis unidades só em termos de instalação do SPA e prevemos arrancar com a primeira unidade gerida por nós em Angola, com o grupo Sana”, disse Martin Goldman. O Grupo Ambiente deverá arrancar com uma nova marca para este negócio da gestão dos SPA. Esta primeira experiência em Angola irá ditar a expansão internacional da empresa. “Primeiro iremos ver como corre”, acrescentou, admitindo que o objectivo é crescer para países como a Tunísia e Irlanda.

A crise provocou o abrandamente de algumas obras, como foi o caso do hotel da cadeia Hilton, no Algarve, que está parado. “A crise também nos está a levar para fora de Portugal, eu não posso esperar pelo mercado português”, referiu o mesmo responsável. Além do SPA no Conrad, no Algarve, o Grupo Ambiente é responsável pela instalação dos SPA em Vale do Lobo, do Virgin Active, no Porto, ou no Altis Belém.

No final de 2010, o grupo prevê registar uma facturação de 2,5 milhões, valor que prevê que aumente para 6 milhões, em

2014. Dentro de 4 anos, o grupo prevê ter 26 SPA sob gestão.

SPA AJUDAM A AUMENTAR RECEITAS

São cada vez mais os hotéis que possuem SPA. Esta infra-estrutura passou a ser um dos elementos de diferenciação das unidades hoteleiras. De acordo com alguns estudos internacionais, os SPA podem incrementar as receitas hoteleiras em 20%.

Já deixou de ser moda, para ser um produto que veio para ficar. A maioria dos investidores, ou gestores hoteleiros, já planeiam a construção dos hotéis prevendo a instalação de uma zona de bem-estar (“wellness”).

Na última década, o segmento do bem-estar aumentou em 50%, na Europa, e nos próximos anos esse crescimento deverá rondar entre os 5% e os 10%. De acordo com estudos internacionais, a abertura de um SPA ou de uma área de “wellness” poderá incrementar em 20% as receitas das respectivas unidades hoteleiras. Assim, no futuro, a instalação de um SPA será normal nas unidades hoteleiras de quatro e cinco estrelas, segundo o estudo da Schletterer, “SPA Trends 2020″. Actualmente, cerca de 700 hotéis já se enquadram nesta tendência, na sua maioria de quatro estrelas, referiu o mesmo estudo, citado pela imprensa internacional. Nos próximos dois anos existe um potencial de quase 300 novas unidades hoteleiras, espalhadas pelo mundo, que já deverão prever a construção do seu SPA.

Em Portugal existem 133 SPA nas mais de 5 mil unidades hoteleiras espalhadas pelo país, segundo os dados divulgados pelo Turismo de Portugal e pela Associação da Hotelaria de Portugal. O mercado nacional “dispõe de abundantes recursos termais e instalações de SPA e ‘wellness’ sofisticadas”, referiu o relatório do GE produzido pela Associação Empresarial de Portugal. Nesta mesma análise é referido que, na próxima década, “é possível imprimir ao sector uma velocidade de crescimento anual acumulado na ordem dos 8%”. Já de acordo com o Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), as regiões do Norte e do Centro serão as que têm maior potencial. O PENT referiu ainda que as grandes marcas de SPA chegarão a Portugal nos próximos anos e que os hotéis de 5 estrelas todos terão SPA. Este mercado deverá registar um crescimento que rondará os 10% ao ano, ainda segundo as previsões no PENT.

2010-08-11 07:43

Ana Torres Pereira, Jornal de Negócios

O “bonito” fica muito bem nas latas de conserva 0

“A gente conhece-o, mas é no partir, nas gorduras e no tamanho que se vê. Se for um peixinho pequenino não é tão bom como um de 80 ou 90 quilos”.

Mestre Sacadura, no mar desde garoto, revela os segredos do peixe que é a marca dos Açores. Chamam-lhe por lá o patudo, o bonito, que é como quem diz, o atum. ” Agora até já há o que é engordado em terra, mas dizem que a cor é diferente, mais esbranquiçada, não é vermelho como o nosso. Eu nunca comi. Só se foi por engano!”.

Na Ribeira Quente, mestre Sacadura já só vê o mar pela lota. ” Só vou ao mar num barco pequenino. Só para distrair, para matar o vício”. Fez-se armador e hoje, quase com 70 anos vividos, é o único com atuneiro grande em São Miguel. Traz os barcos nos mares da Madeira e tem outro em construção nos estaleiros de Vila Real. “Uma boa safra hoje, para ser rentável, num barco como o nosso, tem de se fazer para cima de 400 toneladas, aí com uns 16 homens a bordo”. Agora é o filho quem lhe segue as pisadas, nestes tempos em que só se faz ao mar quem não encontra alternativas. “Aqui, 60% dos pescadores é tudo malta nova. Mas sejamos honestos, é porque não há muito mais oferta de emprego. Mas o atum já começa a deixar mais algum dinheiro no mercado, o que também faz com que essa gente volte à pesca.”

Há quem diga que a pesca do atum é cíclica. Que há boas safras de cinco em cinco ou seis em seis anos. Mas hoje tudo é diferente. A imposição de quotas e as exigências da União Europeia fazem desta uma actividade mais regular, embora os pescadores açorianos estejam divididos quanto às quotas. Se por um lado elas fazem sentido para que os grandes arrastões não levem peixe a mais, por outro a pesca característica dos mares açorianos devia evitá-las, já que a técnica do “salto e vara” permite, segundo os pescadores locais, garantir a sustentabilidade da espécie.

Neste sector os tempos também são outros e a prova disso encontra-se na lota. São seis da manhã e engana-se que pense em encontrar em São Miguel o leilão gritado típico de Rabo de Peixe. A grande atracção está em Ponta Delgada, numa lota aberta 24horas por dia e totalmente dominada pela tecnologia. Os ruídos são agora os de um alarme que apita num painel a cada caixa de peixe que é transaccionada. As ordens são dadas por telecomandos nas mãos dos compradores directamente para um painel electrónico que regista de imediato a venda.

Fernando Leite, da Lotaçor, orgulhoso, mostra o sistema inovador aparentemente sem falhas. “Todos os compradores estão identificados com um comando de infravermelhos. O painel identifica o barco, a espécie, o grau de frescura, o calibre do pescado, o tamanho e depois funciona como se fosse uma bolsa: quando o preço atinge o valor que os compradores acham razoável, primem o comando e a partir daí a informação é completamente automatizada.”

Do ananás para o atum

A Cofaco é a maior empresa nacional no processamento do atum. Detém 50% da quota de mercado. Da fábrica de Rabo de Peixe sai um milhão de latas por dia. Vendem-se todas. O Bom Petisco é rei ao representar 80% da produção em lata. São números que justificam um novo investimento por parte do grupo Cofaco: 25 milhões de euros para redimensionar as fábricas do Pico e de Rabo de Peixe, responsáveis pelo processamento de 15 mil toneladas de atum por ano.

Os desafios, explica Alexandre Silva, director da fábrica de São Miguel, são ditados pelo consumidor, cada vez é mais exigente. Por isso, novos produtos surgem a cada nova época. Novos molhos de azeite e água é até hambúrgueres de atum para cativar os mais pequenos. Petiscos que passaram primeiro pelas mãos de largas dezenas de mulheres nas linhas de limpeza de lombos de atum e só saem da fábrica depois de verificados à lupa por Lúcia no departamento de controlo de qualidade. “Ver se tem espinhas, se tem algum corpo estranho, verificar o peso escorrido. São tiradas duas amostras por hora das linhas e abertas 13 latas. Só depois as latas saem para o mercado”.

As conservas são para muitos um produto controverso da dieta alimentar, mas como em tudo, cada um puxa à brasa à sua sardinha. Neste caso, ao seu atum.” A conserva é um produto de alta qualidade. Quer o atum, quer a sardinha, são peixes ricos em ómega 3, que é um porta-estandarte do que é um bom óleo para a saúde” explica Alexandre Silva

Se em Rabo de Peixe – a Norte de São Miguel – a Cofaco representa o que de mais moderno há na indústria conserveira, em Vila Franca do Campo – a Sul da ilha – encontra-se aquela que é reconhecida como a fábrica de conservas mais artesanal do país e que para muitos produz a melhor conserva de atum do mundo, a Sociedade Corretora.

São 90 mulheres dos concelhos de Vila Franca e da Ribeira Quente que dispostas em fila frente a uma bancada gigantesca de faca na mão demonstram passo a passo o segredo do atum.” O nosso segredo é o trabalho manual. Não podemos deixar passar nada À mão temos de ver tudo o que está mal e o que não está”. A chefe das operárias, há 30 anos na Corretora, revela um pouco mais da fórmula:” É preciso é muito amor pelo trabalho, como as minhas funcionárias têm. Isto é a vida delas “.Na Corretora até as latas são feitas em máquinas que já não se vêem nas indústrias de hoje. O peixe usado vem todo do mar das ilhas.

Instalada à beira mar, a Corretora foi em tempos uma fábrica de conserva de ananás. Hoje, com cinco milhões de facturação por ano, é o atum que permite novos planos como explica o proprietário, João Vieira:” Já temos um terreno para mudar para lá a fábrica Mas a nossa defesa por enquanto é o trabalho manual, esta qualidade, porque é outro processo de cozedura, de trabalho, de limpeza É outro sabor o destes filetes ‘arrumadinhos’ à mão nas latas. É um processo mais lento, que nos custa mais, mas é a nossa tradição e é isto que os nossos clientes esperam de nós. Por isso assim se vai manter”.

Itália é o destino de 85% da produção desta fábrica De resto, este país, bem como França e até os EUA revelam-se como os grandes destinos da conserva nacional, facto a que não será alheia a designação de Produto de Qualidade dada pela União Europeia à Conserva de Atum dos Açores, a primeira do género atribuída a um produto de pesca.

O futuro à mesa

A indústria das conservas é das que melhor está a atravessar a crise geral que se vive, tendo as exportações atingido os 115 milhões de euros. “Neste momento temos cinco novas unidades conserveiras em implementação, num sector que já dá emprego a cerca de três mil pessoas. É uma indústria que está a recrudescer orientada por padrões de maior qualidade e inovação”, afirma o ministro António Serrano, que tutela o sector das pescas.

A procura crescente quer por parte de uma nova clientela nacional, quer estrangeira pode-se comprovar na Conserveira de Lisboa. É na baixa lisboeta a mais atractiva tradição das conservas nacionais. Não se trata de uma moderna loja gourmet, mas sim de uma casa quase secular que singrou por saber manter a tradição, sem esquecer o que é novo no mercado.

Neste espaço povoado de lisboetas e turistas há milhares de latas e frascos de vidro com iguarias da conserva nacional. “Latinhas” que Regina Cabral Ferreira escolhe a dedo. A actual proprietária é neta de um dos fundadores da Conserveira de Lisboa, que abriu portas há já 80 anos. Daqui as ‘latinhas’ saem embrulhadas à mão em papel a fazer lembrar outros tempos. As empregadas, imparáveis, fazem desta uma loja única que honra como em mais lado nenhum as conservas portuguesas, a ver pelos emails que chegam do estrangeiro a pedir encomendas.

A lata de atum ou de sardinha já não é apenas uma refeição rápida e prática para quando não há tempo para mais. São pitéus que o chefe Fausto Aroli usa para verdadeiras excentricidades gastronómicas. Como estas: “Mexilhões em caldeirada com esfarelado de broa, mousse de bacalhau com compota de tomate, bacalhau com alho servido com espuma de batata e claro o atum, que pode servir com risoto de tomate”.

2010-08-11 07:46

Otília Santos, Jornal de Negócios

Vendas de Vinho do Porto aumentam 0

Os números das vendas de vinho do Porto no primeiro semestre de 2010 revelam uma evolução positiva.

O crescimento de 5,6% na quantidade total vendida, cerca de 4 milhões de caixas, quando comparado com o primeiro semestre de 2009, a par do crescimento do preço médio associado à evolução das categorias especiais, representam uma mudança positiva nas estatísticas dos últimos anos e boas notícias para o sector.

O Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) manifesta satisfação pela evolução destes primeiros seis meses do ano.

A leitura dos gráficos e dos números das vendas de vinho do Porto no primeiro semestre de 2010 deixam o sector motivado, mas com as devidas reservas. O crescimento de 5,6% na quantidade total vendida (quase 4 milhões de caixas) quando comparando com o primeiro semestre de 2009, é notório mas uma parte deste crescimento ficará a dever-se à reposição de stocks por parte da distribuição, pois os mesmos ter-se-ão situado em níveis bastante baixos no final de 2009 em alguns mercados.

Assim, não é de esperar que no final do ano de 2010 se registe um crescimento tão acentuado quanto o que se verifica agora; se o segundo semestre do presente ano for igual ao do ano anterior, então chegaremos ao final de 2010 com um volume de vendas de 9,5 milhões de caixas, correspondendo a um volume de negócios de 367 milhões de euros; esses números representarão, em comparação com 2009, acréscimos de 2,5% na quantidade, de 4,5% no volume de negócios e de 2,0% no preço médio.

De realçar, sim, o crescimento do preço médio (que já não se verifica desde 2005), relacionado com a evolução ao nível das categorias especiais, ainda mais destacada que o total da comercialização; no primeiro semestre de 2010 todas as categorias especiais, sem excepção, apresentam crescimentos significativos (com pelo menos dois dígitos) na quantidade vendida, com especial destaque para o Vintage (+163,5%), muito por influência do sucesso do Vintage 2007.

Assim, é expectável que as categorias especiais recuperem em termos de quota de mercado e que o seu peso na quantidade comercializada em 2010 se venha a situar nos 18,3% (17,6% em 2009).

aicep Portugal Global

Estados Unidos: Sucesso de mostra portuguesa leva Museu de Arte Moderna a vender peças nacionais 0

As lojas do Museu de Arte Moderna (MoMA), nos Estados Unidos, vão passar a vender quase uma dezenas de produtos portugueses «design» e «vintage», graças do sucesso da mostra portuguesa «Destination Portugal», que esteve patente durante mais de dois meses nas três lojas de MoMA em Nova Iorque e noutra em Tóquio, Japão.

Na conclusão da mostra, a responsável de merchandising da MoMA Design Store, Lauren Solotoff, adiantou que esta foi das melhores iniciativas já feitas com produtos de outros países. “Foi extraordinário. A colecção de produtos foi muito bem recebida”, afirmou Solotoff à Agência Lusa.

Muitos dos cerca de 100 produtos portugueses exibidos, nunca tinham sido postos à venda nos Estados Unidos, e alguns materiais causaram mesmo surpresa nos visitantes, caso da cortiça usada no fabrico de malas ou guarda-chuvas. “A colecção tinha grande impacto visual, incluindo materiais e métodos de produção interessantes, estava a bom preço e mostrou-se popular entre todo o nosso público, incluindo clientes de design, visitantes do MoMA e comunicação social”, disse.

A mesma responsável não divulga os números de venda, mas assegura que foi dos melhores alcançados nas diversas promoções do género. Entre os produtos mais vendidos esteve o serviço de chá «Whistler», feito de cerâmica pintada e cortiça, as colheres «Goa» em inox e resina, um vaso de porcelana, uma mala de ombro em cortiça, as taças Bordalo Pinheiro em forma de melão e os lápis Viarco. O cenário foi semelhante em todas as lojas, mas em Tóquio, adiantou, os produtos com cortiça foram particularmente bem sucedidos. Os mais caros, como eram as peças de mobiliário design, foram os menos vendidos, afirmou Solotoff.

“Dado o sucesso desta colecção de produtos e os contactos com designers e representantes que fizemos, planeamos continuar a apresentar novos produtos de Portugal”, adiantou à Lusa.

No catálogo de Outono serão incluídos nove produtos, como o banco «Handle Stool» do designer Fernando Brizio, um pilão de barro para ervas, além do «Whistler», talheres «Goa» e peças Bordalo Pinheiro. Lauren Solotoff afirma-se mesmo “surpreendida” com a quantidade de produtos que entrou directamente para o catálogo.

“A nossa selecção para o catálogo normalmente está concluída na altura (Maio) em que o evento foi lançado. Mas os produtos que incluímos foram aqueles que começaram imediatamente a vender bem”, referiu. “Além disso, todos foram prontamente disponibilizados pelos fabricantes e designers nas quantidades que precisamos para produtos de catálogo”, afirmou Solotoff.

Para o delegado do AICEP na América do Norte, Rui Boavista Marques, a iniciativa “contribuiu para elevar o nome de Portugal ao de um país de design”, e Nova Iorque é “uma cidade de tendências” com poder de influência internacional.
“Nunca num evento deste tipo – já foram realizados sete – aconteceu o sucesso de Portugal. Antes da acção de promoção não havia nenhum produto português. Agora vão ficar mais de 10 produtos no portfolio permanente e cinco terão grande destaque na revista da rentrée, que chegará a 2.500 milhões de assinantes das actividades do MOMA”, revelou ainda.

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