Temas Cultura

Uma nova forma de decantar o vinho chega à Europa pelas mão de um português 0

Aplica-se na garrafa, faz “rodar” o vinho e permite vertê-lo directamente para o copo. Inventado nos EUA, o Soiree vai agora à conquista da Europa a partir de Portugal

Durante anos foram apenas amigos, que se encontravam nas horas mortas em New Jersey, EUA. A paixão pelo vinho uniu-os num negócio em comum e, hoje, o arquitecto norte-americano Andrew Lazorchak e o empresário português Lino Tavares podem gabar-se de ter dado vida ao primeiro decantador de vinho que se aplica na garrafa, o Soiree. Nos Estados Unidos, já facturou um milhão de dólares (757 mil euros) no ano passado e é vendido em mais de 250 lojas de especialidade e estabelecimentos comerciais do país. Mas foi Lino Tavares que o trouxe para Portugal e está agora a iniciar a distribuição para a Europa a partir do território nacional.

O Soiree é como se fosse uma rolha grande de vidro em forma de balão, que é introduzida na garrafa. Mal esta é virada, o vinho começa a rodar dentro do decantador e vai “saltando” devido aos recortes desenhados no vidro. É isto que permite infundir oxigénio ao vinho e fazê-lo respirar antes de verter para o copo.

“É como se fosse a água a correr por um ribeiro cheio de pedras”, resume Lino Tavares. “Os vinhos precisam de respirar mas ninguém tem paciência para ir buscar um decantador ao armário, lavá-lo, deitar para lá o vinho e estar à espera 45 minutos”, afirma o responsável pela Soiree Europa. Com este novo decantador, a oxigenação é mais rápida e o vinho pode consumir-se logo depois da abertura da garrafa.

Quando conheceu o arquitecto de New Jersey Andrew Lazorchak, Lino Tavares não fazia ideia de um dia viriam a partilhar mais do que um entusiasmo pelo mundo dos vinhos. Os bisavós do empresário português eram pequenos produtores de vinho na região do Dão. “Nos anos 60, alguns emigraram e a vinha virou pinhal, mas o gosto pelo vinho manteve-se e todos aprendemos a apreciar vinho”, conta Lino Tavares, que tem negócios no ramo imobiliário em Portugal.

Enquanto saltitava entre o país natal e os Estados Unidos, onde tem casa, conheceu Andrew Lazorchak. “Juntávamo-nos muitas vezes e ele, como era um grande entusiasta de vinhos, estava sempre à procura de uma maneira mais rápida e eficaz de o decantar”, recorda.

O arquitecto norte-americano costumava dizer que 97 em cada 100 garrafas de vinho que são vendidas não são depois submetidas à decantação. Era preciso criar uma solução rápida e eficaz. Após várias experiências e protótipos, Andrew Lazorchak inventava o Soiree. Lino Tavares investiu na ideia e, ainda em 2007, o produto fazia a sua estreia nos EUA.

Logo no primeiro ano venderam-se sete mil unidades. Em 2009, já foram mais de 60 mil e, este ano, a expectativa é ultrapassar os 100 mil decantadores vendidos. No ano passado, a empresa já facturou um milhão de dólares com o decantador, que tem um custo para o consumidor de 25 euros. O sucesso inicial fez Lino Tavares sonhar mais alto.

“Falei com o Andrew, disse-lhe que tínhamos de lançar o produto na Europa. Ele disse que não tinha tempo, pelo que decidi ser eu mesmo a tratar disso”, conta. Portugal foi imediatamente escolhido como ponto de partida pelo empresário luso-americano. A Soiree Europa abriu portas em finais de 2008, tem sede em Lagos e um armazém em Lisboa, de onde se faz a distribuição para o resto da Europa. Os decantadores são produzidos exclusivamente à mão em duas fábricas na China.

O ano passado foi o ano do lançamento do produto no mercado nacional, mas é em 2010 que a Soiree Europa espera vir a ter vendas já mais expressivas. “Este ano já temos encomendas da Alemanha, França e Áustria, nomeadamente de empresas que querem oferecer brindes aos participantes de conferência e formações”, refere Lino Tavares. Até ao final do ano, a empresa espera comercializar 10 mil unidades, arrecadando receitas de 200 mil a 250 mil euros.

Além da Internet, o produto está à venda em lojas de produtores de vinho, lojas especializadas e gourmet em Portugal, seguindo a mesma estratégia dos EUA. Mas, segundo Lino Tavares, a tendência futura pode ser caminhar para a massificação do produto, tornando-o mais acessível ao público em geral. Ao mesmo tempo, a Soiree Europa pretende lançar-se em novos países, sobretudo com grande tradição na área dos vinhos, como a Espanha ou a Itália.

Uma arte secular anterior ao Império Romano

As vantagens de decantar o vinho não geram consenso entre os especialistas.

Embora a arte de decantar o vinho seja ainda mais antiga, foi na Roma antiga que se começaram a fazer decantadores em vidro. Contudo, após a queda do Império Romano, a produção deste material tornou-se escassa e a maioria dos decantadores passaram a ser feitos de bronze, prata, ouro ou cerâmica. Só nos tempos áureos da Renascença italiana, os venezianos introduziriam novamente o vidro na confecção dos decantadores e inventaram o seu design actual. O último “acrescento” acabaria por ser feito pelos fabricantes de vidro britânicos que, nos anos 30 do século XVIII, criaram uma rolha de vidro para limitar a exposição do vinho ao ar.

Mas, afinal, para que serve o decantador? Em termos metafóricos, faz com que vinho respire, ao reproduzir aquele movimento circular que fazemos com o copo antes de beber. A ideia é estimular o movimento das moléculas existentes no vinho, de modo a que estas libertem mais componentes de aroma e, se for caso disso, suavizem o grau de acidez.

Trata-se, contudo, de uma matéria que não gera grande consenso no mundo dos vinhos. Enquanto vários especialistas continuam a defender as virtudes de decantar, há também que conteste a sua eficácia, defendendo mesmo que a exposição prolongada do vinho ao oxigénio acaba por dissipar componentes aromáticos em vez de os estimular.

Gastronomia: Festivais trazem novos sabores ao “Allgarve’10″ 0

A temporada gastronómica do programa “Allgarve’10″ está prestes a arrancar. Dois eventos gourmet e um festival recheado de espectáculos de show cooking e aulas de cozinha são os destaques de uma festa que anuncia a chegada de novos sabores e a reinvenção da cozinha tradicional algarvia. O chef Bertílio Gomes é o nome que coordena o projecto.

Os festivais gastronómicos do “Allgarve” – a 3ª edição do Allgarve Gourmet, em Portimão e Olhão, decorrem de 16 a 24 de Julho e de 10 a 15 de Agosto, respectivamente. O festival Gourmet no Museu de Portimão terá como base as conservas, que servirão de homenagem ao próprio espaço, uma antiga fábrica da indústria conserveira, enquanto em Olhão a essência será o marisco e peixes oriundos da ria.

“O Allgarve Gourmet veio trazer uma outra perspectiva do produto e criar um espaço alternativo àquele espaço mais tradicional que é o festival do marisco e da sardinha”, explica Bertílio Gomes, responsável pela programação.

A Cataplana Experience, que vai já na 2ª edição, realiza-se entre 1 e 5 de Setembro. Os produtos tradicionais serão trabalhados numa nova perspectiva, actualização, sofisticação e apresentação. Prestigiados chefs nacionais irão dar aulas de cozinha e confeccionar ao vivo receitas inovadoras num espectáculo de show cooking. Neste evento, a base será um utensílio: a cataplana.

Oje

Porto quer lançar marca S. João e torná-la internacional 0

O vereador do Turismo, Inovação e Lazer da Câmara do Porto anunciou hoje que a autarquia está desenvolver “um conceito” para tornar o S. João numa marca que possa ser internacionalizada.

“Queremos fazê-lo porque o S. João é genuíno, é autêntico, é do Porto e só pode ser vivido aqui pelos que cá vivem e por aqueles que nos visitam”, disse o vereador.

Vladimiro Feliz falava no Congresso Internacional de Turismo, organizado pelo Instituto de Ciências Empresariais e do Turismo do Porto.

“É preciso consolidar a marca Porto, dar-lhe escala, criar uma forma mais estruturada de promover a cidade. Nesse sentido, estamos a desenvolver um conceito, que vamos apresentar brevemente, após a realização do S. João deste ano”, referiu.

“Não queremos que o S. João seja a noite de 23 ou a semana em torno do dia 24, queremos organizar uma oferta integrada, que vá do dia 1 ao dia 30 Junho”, sustentou.

O objectivo, acrescentou Vladimiro Feliz, é permitir que o turista que chega à cidade “possa perceber que movimentando-se pelo espectáculo da Casa da Música, por um evento em Serralves ou na Avenida dos Aliados, tem sempre um fio condutor comum”.

“Temos muitas vezes, no mesmo dia, três eventos ao mesmo tempo e com dimensão significativa. A nossa pretensão, enquanto município, é sensibilizar os agentes para que consigamos estruturar uma oferta que não concorra entre ela, mas que se complemente e que possamos, assim, aumentar a permanência dos turistas na cidade”, frisou.

Na noite de S. João, este ano de quarta para quinta-feira, a cidade vive um conjunto de manifestações de cariz popular. Por toda a cidade, os foliões passeiam o alho-porro, os martelos de plástico, compram manjerico e comem sardinha assada.

Um dos pontos altos desta festa ocorre na Ribeira, com o fogo de artifício, todos os anos à meia noite em ponto mas, depois, a festa espalha-se pelos quatro cantos da cidade e só termina ao nascer do sol.

Historicamente, a vida de S. João Baptista é um exemplo da honestidade e seriedade, sendo que os documentos bíblicos apresentam-no como santo austero e milagreiro, inimigo das folias e devassidões.

O Congresso Internacional de Turismo reúne até quarta-feira especialistas nacionais e internacionais na área para “apresentar, analisar e debater questões centrais, à luz de novas realidades empresariais, profissionais e científicas”.

No último dia, os conferencistas serão convidados a conhecer a cidade e a participar na festa de S. João.

O evento conta com 130 participantes de 23 países. O Património, a Inovação, o Empreendedorismo e os Negócios do Turismo, os Itinerários Turísticos, o Planeamento e a Sustentabilidade são temas em destaque.

Oje

Lisboa promove-se em Paris e conquista empresários 0

A Invest Lisboa, uma parceria da Câmara Municipal de Lisboa, da Associação Comercial de Lisboa e da AICEP, realizou o seu primeiro evento de promoção no exterior, em Paris.

O evento foi composto por três acções: um almoço restrito com os principais empresários e membros da comunidade portuguesa em França, a que também assistiu Pierre Simon, Presidente da CCI Paris, uma conferência de imprensa e ainda uma apresentação das vantagens e oportunidades de negócio em Lisboa a que assistiram cerca de 80 empresários, seguida de um Porto de Honra.

Foram apresentados dois filmes sobre Lisboa, um mais focado nos Planos de Urbanização em curso e o outro mostrando as vantagens que Lisboa apresenta para a instalação de empresas. Durante o período de perguntas e respostas e posteriormente durante o Porto de Honra, foi notório o interesse dos empresários presentes tendo também sido realizadas algumas reuniões para análise de projectos concretos, previamente agendadas.

O evento decorreu na Embaixada de Portugal e, para além do Embaixador Seixas da Costa, contou com a participação do Presidente da CML, António Costa, e do Presidente da ACL/CCIP, Bruno Bobone. Colaboraram ainda no evento a Delegação da AICEP em Paris, a Câmara do Comércio e Indústria Franco Portuguesa e o Gabinete de Apoio ao Investimento da CML.

Este evento foi especialmente dirigido aos empresários portugueses radicados em França com a expectativa de que, para além de captar os seus investimentos, estes possam divulgar junto dos seus pares franceses (clientes, parceiros e fornecedores) as vantagens que Lisboa apresenta para a instalação de empresas e investimentos.

Para Rui Coelho, Director Executivo da Invest Lisboa, este evento teve o mérito de validar a escolha dos empresários portugueses e luso-descendentes radicados no exterior como um dos nossos principais alvos de promoção e de mostrar que é possível, com a colaboração de várias entidades, realizar acções de promoção eficazes e com baixo investimento. A participação activa do Presidente da CML no evento demonstra também que Lisboa se assume como concorrente na captação de investimentos e empresas e que os investidores podem contar com o empenho da CML na criação de cada vez melhores condições para investir em Lisboa.
2010-05-24

aicep Portugal Global

7 filmes portugueses seleccionados para o Premier Plans 1

Sete filmes portugueses foram seleccionados para o Festival Premiers Plans, dedicado a primeiras obras e que começa no dia 22 em Angers, França.
Na competição de curtas-metragens está “Arena”, de João Salaviza, Palma de Ouro em Cannes, enquanto “Algo Importante”, do ilustrador João Fazenda, e “Pássaros”, de Filipe Abranches, foram seleccionados para a competição de cinema de animação.
Fora de competição serão exibidos ainda “A meio da noite”, animação de Fernando José Saraiva, e o premiado “Canção de Amor e Saúde”, curta-metragem de João Nicolau.

Sete filmes portugueses foram seleccionados para o Festival Premiers Plans, dedicado a primeiras obras e que começa no dia 22 em Angers, França.

Na competição de curtas-metragens está “Arena”, de João Salaviza, Palma de Ouro em Cannes, enquanto “Algo Importante”, do ilustrador João Fazenda, e “Pássaros”, de Filipe Abranches, foram seleccionados para a competição de cinema de animação.

Fora de competição serão exibidos ainda “A meio da noite”, animação de Fernando José Saraiva, e o premiado “Canção de Amor e Saúde”, curta-metragem de João Nicolau.

fonte: ionline


Sardinha portuguesa com certificação 1

sardinha
A sardinha capturada na costa marítima portuguesa é a única espécie de peixe em toda a Península Ibérica que a partir de sexta-feira passa a ter certificação de qualidade, como resposta às preocupações sobre a sustentabilidade dos recursos.
A Associação Nacional das Indústrias de Conservas de Peixe encara com optimismo a certificação que será atribuída à sardinha capturada na costa portuguesa e adianta que as indústrias estão prontas a responder às exigências de qualidade.
Narciso Castro e Melo, secretário-geral da associação, revelou que as conserveiras se modernizaram-se e estão já a aplicar regras de segurança alimentar que lhes permitem responder aos apertados critérios relacionados com a certificação ambiental da sardinha. A certificação era aliás “indispensável para aumentar a competitividade” da indústria de conservas, sobretudo em relação a Marrocos e Espanha.
Grande parte da produção nacional vai para o mercado externo, em particular para países do norte da Europa onde a sensibilidade em relação ao rótulo ecológico nos produtos alimentares é muito grande, daí a importância vital desta etiqueta.

A sardinha capturada na costa marítima portuguesa é a única espécie de peixe em toda a Península Ibérica que a partir de sexta-feira passa a ter certificação de qualidade, como resposta às preocupações sobre a sustentabilidade dos recursos.

A Associação Nacional das Indústrias de Conservas de Peixe encara com optimismo a certificação que será atribuída à sardinha capturada na costa portuguesa e adianta que as indústrias estão prontas a responder às exigências de qualidade.

Narciso Castro e Melo, secretário-geral da associação, revelou que as conserveiras se modernizaram-se e estão já a aplicar regras de segurança alimentar que lhes permitem responder aos apertados critérios relacionados com a certificação ambiental da sardinha. A certificação era aliás “indispensável para aumentar a competitividade” da indústria de conservas, sobretudo em relação a Marrocos e Espanha.

Grande parte da produção nacional vai para o mercado externo, em particular para países do norte da Europa onde a sensibilidade em relação ao rótulo ecológico nos produtos alimentares é muito grande, daí a importância vital desta etiqueta.

Casa da Música é um dos edifícios da década 2

O The Times colocou a Casa da Música, no Porto, entre os cinco edifícios mais representativos da arquitectura mundial da primeira década do séc. XXI.

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O projecto de Rem Koolhaas nunca foi consensual, a começar pelo arrojo da obra e terminando nos custos da mesma. Mas a verdade é que o edifício já é um marco arquitectónico incontornável na cidade, trazendo turistas de todas as paragens especialmente para visitar a casa. E esta distinção do The Times só vem acentuar esse facto.

Neste grupo restrito estão ainda incluídos o Neues Museum, em Berlim, a Catedral de Nossa Senhora dos Anjos, em Los Angeles, o Eden Project, em Cornwall, e o Gherkin, em Londres.

Para quem ainda não conhece, fica a sugestão de fim-de-semana.

fonte: ionline

Conhecer os Açores em jogo de tabuleiro 0

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“À Descoberta dos Açores” é um jogo que pretende divulgar e promover a história e cultura do arquipélago. Comercializado em Português e Inglês, o jogo já vendeu 4500 exemplares, só nos Açores. Em Toronto, no Canadá, já se distribuíram 3500 e o objectivo é atingir o mesmo número, ainda este ano, na California e no Massachussets.

O jogo permite aos turistas adquirir, de forma lúdica, um maior conhecimento do arquipélago. Assim como permite, às comunidades de emigrantes e seus descendentes, manter uma relação de conteúdo com a terra de origem.

“À Descoberta dos Açores” é um jogo de tabuleiro tradicional, para dois a cinco jogadores, que avançam ao ritmo dos dados e das perguntas sobre as ilhas, sua cultura, história, geografia e tradições.

Fonte: Café Portugal

Cultura Portuguesa, em inglês. 0

Theresa Thomson (Flickr)

É apresentado hoje, na Biblioteca Nacional, o projecto Portuguese Culture, uma colecção da BN Digital que pretende disponibilizar na Internet traduções em língua inglesa de obras de autores portugueses, assim como outras obras nessa língua que tenham Portugal e a nossa Cultura como tema.

A iniciativa é patrocinada pela Fundação Luso-Americana para o desenvolvimento, que, em conjunto com a Biblioteca Nacional Digital, acredita ser fundamental promover a internacionalização da cultura portuguesa.

Entre os conteúdos que, a partir de hoje, estarão disponíveis em Portuguese Culture, contam-se “livros sobre os descobrimentos, as campanhas inglesas em Portugal no tempo das invasões francesas, a partida da corte para o Brasil, Os Lusíadas de Luís de Camões ou três livros de poemas em língua inglesa de Fernando Pessoa; vistas de Lisboa e outros lugares de Portugal, assim como mapas maioritariamente dos séculos XVIII e XIX, impressos na Grã-Bretanha ou nos Estados Unidos da América do Norte. Prevê-se para 2010 um crescimento substancial desta nova colecção especial da Biblioteca Nacional Digital, que será continuada nos anos seguintes.”

Fonte: Blogue BN

Tradições Portuguesas na Passagem de Ano 0

Qual é o seu ritual? Quando baterem as 12 badaladas, na noite de 31 de Dezembro, vai estar a fazer o quê?

Em tempos mais recentes generalizou-se a prática das 12 passas, uma por cada badalada. Cada uva passa vale um desejo, formulado em silêncio. Convém preparar a coisa com antecedência, não vão faltar passas e sobrar desejos. Mesmo os que não apreciam as ditas passas não deixam de as engolir nessa data, tudo em nome da boa sorte. Há ainda quem aumente o grau de dificuldade subindo para uma cadeira e saltando no último segundo para entrar no novo ano com o pé direito.

E porquê 12 passas? Alguns vêem nisso uma referência aos meses do ano. Ou a diferença entre o calendário solar e o lunar, que é precisamente de 12 dias. Nas aldeias até se diz que o tempo que fizer de 26 Dezembro a 4 de Janeiro indica o que virá nos doze meses seguintes. Se a 26 chover, Janeiro será chuvoso, se a 27 estiver um frio seco, assim será Fevereiro e por aí adiante.

Mas este não é o único ritual. Vestir roupa nova para estrear o ano, sem o peso do que termina. Roupa interior azul, para dar sorte, amarela para ganhar dinheiro. Ainda não há muito tempo era comum bater com testos de tachos e panelas, para espantar o Ano Velho, aparentemente um costume ancestral o de afastar as coisas más com barulho. Nos anos 50 e 60 ainda era moda em Lisboa atirar pratos e tachos velhos pela janela. Devia ser bonita a confusão!

Seja qual for o seu ritual de eleição, entre em 2010 com o pé direito. A equipa do PortugalTribe deseja-lhe um Novo Ano em grande.

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